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RS: homem negro morre após ser espancado por segurança e PM em supermercado

  • Foto do escritor: Arthur Henrique
    Arthur Henrique
  • 23 de nov. de 2020
  • 3 min de leitura

João Alberto Silveira Freitas, conhecido como Beto, foi agredido com socos na cabeça no estacionamento do supermercado Carrefour; IMAGENS FORTES


Seguranças do Carrefour mataram a soco o Beto, um homem negro, por banalidade, por maldade, por ódio, por despreparo como profissionais e humanos.



Um ​homem negro​ de 40 anos foi ​espancado e morto​ por um ​segurança e um policial militar​ em um supermercado de ​Porto Alegre​, no ​Rio Grande do Sul​, na noite desta quinta-feira (19), às ​vésperas do feriado da Consciência Negra​. ​Vídeos​ que circulam nas redes sociais mostram a

agressão, ocorrida no estacionamento do supermercado na zona norte da cidade.


De acordo com informações preliminares da Brigada Militar, o homem - identificado como João Alberto Silveira Freitas e conhecido como "Beto" -, teria discutido com a caixa do estabelecimento e ameaçado agredi-la. Ele foi levado pelo segurança da loja até o estacionamento, no andar inferior. Um cliente, policial militar temporário, acompanhou o deslocamento ao lado de uma funcionária do mercado.


No decorrer do percurso, Freitas teria desferido um soco contra o PM, segundo afirmou a funcionária em depoimento à polícia. O tumulto teria começado logo na sequência. Nas imagens (​veja acima e abaixo ​ ), os dois agrediram Beto na tentativa de contê-lo. O PM e o segurança chegaram a subir em cima do corpo dele, colocando a perna no pescoço e no tórax.


Vídeos que mostram a agressão e a tentativa de socorristas de salvarem o homem circulam nas redes sociais desde a noite desta ontem. Na gravação, a vítima recebe de um dos homens vários socos na região do rosto, enquanto o outro tenta segurá-lo. Uma mulher que estava usando proteção facial é vista perto deles, assistindo às agressões.

A Polícia Civil trata o crime como homicídio qualificado. O PM temporário e o segurança foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia, mas permaneceram em silêncio durante depoimentos. Os dois suspeitos, um de 24 anos e outro de 30 anos, estavam acompanhados de uma advogada.


Ainda não se sabe a causa da morte de Beto, o que deve ser apontado em laudo pericial. Agora, a polícia aguarda o documento e mais imagens de câmera para esclarecer o caso. A investigação segue agora com a 2ª DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa).


O delegado Leandro Bodoia, responsável pela ocorrência, afirmou à publicação que não foi encontrado armamento no local. Ele também explica que a esposa da vítima, que o acompanhava no supermercado, já foi ouvida, mas disse que não presenciou as agressões. A mulher relatou que estava longe dele quando houve o desentendimento no caixa.


Mais um homem negro é vítima do racismo brutal. Em Porto Alegre, esse dia 20 de novembro vai ficar marcado pelo assassinato terrível desse senhor. Os seguranças do Carrefour cometeram o crime, mas quem representa a empresa também é responsável !



Carrefour decide romper contrato com empresa de segurança


Após o caso vir à tona, a rede de supermercados ​Carrefour​ se pronunciou por meio de um comunicado na madrugada desta sexta (20). Em nota, o estabelecimento decidiu romper o contrato com a empresa de segurança e fechará a loja, além de adotar "medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso".


Leia a nota na íntegra:


"Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia: O Carrefour informa que entrará com uma queixa-crime contra os responsáveis. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família para dar o suporte necessário.


O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.


Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais."


Carrefour teve morte de cachorro e corpo coberto por guarda-chuvas


A rede de supermercados Carrefour reúne uma série de casos de violência nos últimos dois anos. No final de 2018, um ​cachorro foi morto por um segurança após ser agredido com uma barra de metal​ em Osasco, na Grande São Paulo.


Em agosto deste ano, um homem teve um mal súbito e acabou morrendo no interior da loja em Recife, no Pernambuco. Para manter o local em funcionamento, funcionários bloquearam o acesso visual ao ​corpo de Moisés Santos com tapumes e guarda-sóis​.

Homem negro é espancado e morto por seguranças de supermercado - (Foto: Reprodução/Twitter)

Matéria publicada no portal de notícias da ​ RedeTV ​ ! no dia 20/11/2020.

 
 
 

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