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Fintechs de câmbio prometem melhor cotação de moedas em tempo real

  • Foto do escritor: Arthur Henrique
    Arthur Henrique
  • 23 de nov. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 23 de nov. de 2020

Plataformas on-line conectam interessados com diversas corretoras de câmbio para chegar ao preço mais vantajoso

SÃO PAULO - Para atender os consumidores que precisam de agilidade na hora de comprar dólar e outras moedas estrangeiras, startups da área de serviços financeiros (ou fintechs) criaram plataformas gratuitas que conectam o público com as corretoras de câmbio, mostrando as melhores cotações em tempo real e simplificando a operação de compra e venda.


O mercado de câmbio costumar ter muitos preços diferentes e é conhecido pela assimetria de informações, aponta Ricardo Rocha, professor do Advanced Program in Finance do Insper. "O consumidor acaba não tendo noção dos preços e recorrendo aos bancos, onde, na maioria das vezes, dispõe de taxas e encarece o preço", diz.


Para o especialista, as fintechs de câmbio tendem a focar no público mais jovem, abaixo de 30 anos. "São os que mais trabalham e ganham menos. Eles não querem pagar taxas e são plugados o tempo todo aos meios digitais. Hoje, se você não for para o on-line, você é obsoleto", comenta.


Ao entrar nos sites de plataformas como MelhorCâmbio e Câmbio Store, o cliente tem acesso aos valores da moeda desejada já considerando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incidirá sobre cada transação (1,1% para dinheiro em espécie e 6,38% para cartão de débito ou crédito).


As cotações das corretoras são constantemente atualizadas e divulgadas nos sistemas das empresas, que informam o horário em que cada taxa foi atualizada pela última vez.


Para selecionar uma moeda entre as disponíveis, o cliente faz um breve cadastro e pode então solicitar a quantidade desejada e informar o endereço para envio. Ao final da compra, ele recebe as instruções para pagamento e envio do comprovante de transferência.


Leilão de preços


A maioria dessas plataformas foi fundada em 2015. Uma das pioneiras, a mineira MelhorCâmbio se tornou conhecida após comprar a Jooin, maior concorrente na época.


"Quando soubemos deles (Jooin), eles estavam ganhando a mídia antes de nós. Nossa ideia surgiu junto, mas queríamos ser referencial no mercado. Fomos agressivos comercialmente e compramos a empresa deles", detalha Stéfano Assis, sócio fundador da startup, que recebeu dois investimentos anjos para comprar a concorrente.


A MelhorCâmbio trabalha com nove tipos de moedas de 440 casas de câmbio espalhadas em 15 estados no País. De acordo com Assis, a empresa se orgulha por ser um canal mais fácil para quem vive em cidades menores poder adquirir moedas estrangeiras.


"Em apenas um ano e meio movimentamos mais de R$ 8 milhões em cotações de câmbio. Dois milhões de pessoas já acessaram nosso site, mesmo que só para ver o preço da moeda no momento", afirma Assis.

A plataforma fornece uma opção exclusiva chamada Leilão de Preços, na qual o usuário pode negociar on-line o valor da moeda. Após elaborar a proposta, as corretoras terão acesso à oferta e poderão negar ou disputar entre elas.


Assis gastou R$ 50 mil para a construção da MelhorCâmbio. Atualmente, a fintech recebe investimento de R$ 80 mil do Seed, programa de aceleração do governo de Minas Gerais.


A empresa fatura por meio de comissão paga pelas corretoras a cada operação realizada. Assis não revela o valor, mas afirma ser um custo que as casas já estão habituadas a pagar para esse tipo de serviço. A MelhorCâmbio tem previsão de faturar R$ 2 milhões em 2017.


Segurança detalhada e comprovada


A paulista CâmbioStore também opera como uma plataforma de câmbio digital e destaca a segurança. "Para garantir segurança virtual aos nossos clientes, todos os dados são plenamente criptografados e nosso sistema passa por testes diários que simulam ataques reais de hackers", diz o fundador Bruno Ferreira, que investiu R$ 10 mil para iniciar as atividades.


A empresa se comunica em tempo real com o cliente desde a compra até o recebimento da moeda. "O cliente é notificado via e-mail e sms em todas as fases do processo, também podendo acompanhar diretamente em nossa plataforma", afirma Ferreira.


Com o mesmo modelo de negócios que a MelhorCâmbio, a fintech fatura, em média, R$ 100 mil mensais, um crescimento de 200% em relação ao ano passado. Mesmo operando somente no estado de São Paulo, a CâmbioStore já atendeu mais de 15 mil clientes e trabalha com 20 moedas. 


A Exchange Money também atua como plataforma de câmbio on-line. A fintech tem parceria com 15 corretoras e recebe 3 mil usuários ao dia em seu site. Já foi pré-acelerada no programa Nave, da Estácio de Sá, e tem como objetivo chegar a um faturamento anual acima de R$ 1 milhão. Outras empresas, como InstaCâmbio e BeeCâmbio, operam no mesmo segmento.


Arthur Henrique


Matéria publicada no jornal ​ Diário Comércio, Indústria & Serviços (DCI) ​ no dia 22/09/2016. O texto também foi publicado no portal de notícias DCI.

 
 
 

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